Mídia Eletrônica

Claro, TIM e Vivo adquirem Oi Móvel por R$ 16,5 bilhões

Um consórcio formado pelas operadoras de telefonia e internet Claro, TIM e Vivo adquiriram a Oi Móvel pelo valor de R$16,5 bilhões, em leilão ocorrido no Rio de Janeiro no último dia 14.
Até agosto a Oi tinha pouco mais de 36,5 milhões de assinantes, o que dá um pouco mais de 15% do mercado nacional. Mas a transação será concretizada somente depois da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O valor abrange R$15,744 bilhões pelo preço fixado para o leilão e mais R$756 milhões que serão quitados pela prestação de serviços do grupo por um ano. Vale lembrar que a empresa fez o pedido de recuperação judicial em 2016.
Segundo os termos do acordo, a TIM pagará 44% do valor total do negócio. Já a Claro e a Vivo vão desembolsar 33% do preço fixado cada uma. A TIM ficará com 40% da base de assinantes e mais da metade das faixas de frequência da Oi Móvel. Também irá controlar 7,2 mil Estações Rádio Base (ERBs). A Claro vai ficar com 32% da base de assinantes e 4,7 mil ERBs e a Vivo com 28% do total de assinantes e 2,7 ERBs.
Essa aquisição que será concretizada em breve vai deixar a disputa pelo leilão da quinta geração (5G), previsto para acontecer em 2021, ainda mais acirrada.
Esse foi o segundo leilão da Oi para quitar suas dívidas. O primeiro foi realizado no dia 26 de novembro, quando as torres de telefonia e data centers foram vendidas por R$1,4 bilhão.

Grupo Oi dividiu operações

A Oi Móvel é chamada dessa forma porque o Grupo Oi dividiu as ofertas em unidades produtivas isoladas (UPIs) no seu plano de recuperação judicial pedido em 2016. Na época a companhia estava com dívida de R$65 bilhões. As UPIs são formadas pela Oi Móvel (no valor de R$16,5 bilhões) Estações Rádio Base ou torres (no valor de R$21 bilhões), infraestrutura de fibra óptica (com o valor de R$20 bilhões) e TV por assinatura (no valor mínimo de 20 milhões). A TV por assinatura, um dos maiores ativos do grupo, está sendo conduzida pelo BTG Pactual.
A operadora planeja utilizar os recursos para ajudar a sair do plano de recuperação judicial.
Criada em 1998, a Oi teve rápida ascensão no mercado. A turbulência começou em 2009, quando a empresa incorporou a Brasil Telecom, em um movimento alvo de críticas por receber apoio do governo. Durante o processo de incorporação surge uma dívida inesperada de R$1,29 bilhão da Brasil Telecom. Com novas mudanças e incorporações a dívida foi subindo até 2016, quando chegou em R$64 bilhões. Resta aguardar os próximos passos em busca da recuperação da companhia.

Por: Lista de Mídia