Mídia Extensiva

PRODUTOS LICENCIADOS COM SIMBOLO JOGOS OLIMPICOS GERAM NEGOCIOS BILIONARIOS.

Por Rafael FREIRE

O turista que visita Londres não gasta menos de uma libra para comprar um chaveiro com a bandeira de Reino Unido. Mas, às vésperas da Olimpíada que acontecerá na capital da Inglaterra, a partir de julho, ele terá de desembolsar no mínimo seis libras se quiser levar para casa alguma lembrança com o símbolo dos Jogos Olímpicos de 2012. A oferta é variada e vai de camisetas, bonés, mascotes, brinquedos, joias e utensílios para a cozinha até a réplica da tocha olímpica. São mais de dez mil itens de 40 diferentes fabricantes, que devem atingir um bilhão de libras em vendas, constituindo-se em uma das principais fontes de receita dos organizadores da festa. 

 

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Força de vendas: mascote Wenlock, da Olimpíada (à esq.) e Mandeville, da Paraolimpíada,

em frente à loja oficial dos Jogos Olímpicos, no aeroporto Heathrow, em Londres.

 

Na edição de 2008, realizada em Pequim, o Comitê Olímpico chinês faturou US$ 130 milhões com royalties do US$ 1,3 bilhão gerado com as vendas de produtos licenciados. No Brasil, a estimativa é que eles representem uma arrecadação de pelo menos R$ 1 bilhão. A responsável para que esse número deixe as planilhas e se materialize em realidade no evento marcado para 2016, no Brasil, é a executiva Sylmara Mul­tini. Ela já dirigiu os departamentos de licenciamento do estúdio de cinema Walt Disney e da fabricante de brinquedos Mattel, e foi diretora de vendas da Warner Bros., de 2002 a 2008. Sylmara foi contratada pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) para estruturar a estratégia de licenciamento dos produtos da Olimpíada do Rio de Janeiro. 

 

Assim que assumiu o posto, em agosto de 2011, Sylmara coordenou um minucioso estudo para mapear as principais categorias de produtos com potencial de mercado e identificar as empresas que poderiam se interessar em usar o símbolo do evento. “Uma marca tão forte como a da Olimpíada pode ser associada a uma infinidade de produtos”, diz Sylmara. “As categorias principais são a de colecionáveis, brinquedos de pelúcia e confecção.” Em fevereiro deste ano, ela apresentou oficialmente o programa de licenciamento da Olimpíada de 2016. O evento aconteceu no Museu de Arte Moderna (MAM), no Rio de Janeiro, e teve a presença de 150 empresas interessadas em uma possível parceria.

Fonte: ANIIBB