Mídia Impressa

A constante necessidade de reinvenção da mídia impressa

Um questionamento que costuma vir à tona de maneira recorrente sempre que uma inovação tecnológica ganha espaço, impactando a área da comunicação, é se a mídia impressa estaria com os dias contados.

Esse debate ganhou força com o surgimento da televisão, mas ganhou proporções e dimensões mais complexas com o advento e desenvolvimento da internet.

A partir do momento em que o consumidor passou a ter acesso aos mais diversos conteúdos de forma mais veloz, ágil e prática, impulsionados pelas potencialidades apresentadas pelas mídias eletrônicas, o papel do jornalismo impresso foi colocado em questão.

Como fazer para se manter atual e relevante nos dias de hoje diante da enormidade de opções disponíveis para se consumir informação fresca e gratuita?

É diante dessa realidade que a mídia impressa necessita se reinventar constantemente para garantir a sua sobrevivência e sustento.

Repensando o modelo de negócio

A revolução tecnológica, que transformou hábitos de leitura e consumo de informação, somada à forte queda de receitas publicitárias, decretou o fim de um modelo de negócio da imprensa tradicional.

Sendo assim, a mídia impressa se viu forçada a traçar novas vias de financiamento para a sua atividade, já que os novos modelos de negócio sustentados pelo poder da mídia digital são ameaças à sua existência da forma como está configurada.

A queda progressiva na base de assinantes, assim como a redução gradual do número de jornais impressos em circulação (ou até o encerramento de circulação de alguns) são sinais inegáveis de que a mídia impressa perde espaço ano após ano.

Como a base de sustentação de qualquer veículo midiático são as receitas geradas por publicidade, que se reduziram naturalmente como consequência desse fenômeno, os veículos impressos precisaram se reinventar.

E essa reinvenção passa pela necessidade de se desenvolver novos modelos de negócio que subsidiem o jornalismo, diminuindo a dependência da publicidade.

Trata-se de uma lógica comunicativa nova que precisa ser assimilada pelos gestores, a partir do entendimento sobre qual o papel que a mídia impressa vai ocupar nessa nova conjuntura.

Entender as necessidades dos leitores

Sabendo-se que nunca se leu tanto e se buscou tanta informação como nos tempos atuais, os veículos impressos podem utilizar isso como trunfo para oferecer conteúdos mais flexíveis, completos e segmentados para o seu público.

Por mais que a comunicação digital seja mais atraente e desperte mais interesse do público de massa, ainda existe uma demanda de leitores que preferem consumir a mídia impressa, não seguindo necessariamente a tendência do consumo digital. São leitores que ainda optam pelo papel, pelo físico.

Entendendo esse contexto, é possível segmentar o perfil de público pelo tipo de produto que pode ser oferecido a ele. Sob o ponto de vista da captação de leitores, essa segmentação permite identificar para quem se pode vender um produto digital e para quem se pode vender um produto impresso.

O leitor é um ativo fantástico ao qual dispõe qualquer veículo de mídia. Dessa forma, o seu valor enquanto consumidor de conteúdo deve ser explorado na sua máxima potencialidade.

Se o leitor deseja consumir conteúdo sobre bem-estar, ofereça serviços e produtos que agreguem valor ao consumidor.

Naturalmente que, somado a tudo isso, a qualidade e a credibilidade do bom jornalismo serão ainda mais valorizados e buscados por quem procura o conteúdo impresso.

Enquanto prezar pelo jornalismo de qualidade, analítico e aprofundado, compreendendo as carências e tendências de leitura do seu público, separando o relevante do irrelevante, ainda há vida para a mídia impressa.

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