Mídia Impressa

Moção do parlamento inglês que previa futuro online para a mídia impressa é condenada

Moção do parlamento inglês que previa futuro online para a mídia impressa é condenada

Jornais e Revistas

Uma moção sugerindo que "o único futuro para a mídia impressa é online" no Grupo de Debates da Câmara dos Comuns na Inglaterra foi sonoramente derrotado há duas semanas. No debate, presidido pelo membro do Parlamento Austin Mitchell, o Professor Steve Barnett da Universidade de Westminster, um conselheiro especial do Comitê de Comunicações da Câmara dos Lordes, alertou os políticos de que "as lúgubres predições do iminente fim" dos jornais e revistas estavam erradas. 

O Professor Steve Barnett trabalhou para o comitê em sua recente investigação de longo prazo sobre a propriedade de meios de comunicação. Ele se pronunciou no debate entitulado "O futuro da mídia impressa é online", patrocinado pela Associação Internacional de Publicidade – Divisão do Reino Unido, no debate trimestral do grupo. O grupo é um fórum parlamentar para o debate de mídia e marketing. Barnett advertiu que a história de mudanças tecnológicas na mídia estava sendo confundida precipitadamente com predições incorretas sobre o futuro.

 A mídia tradicional se adapta 

Ele disse que o desenvolvimento da tecnologia online tem seguido o mesmo padrão das revoluções tecnológicas anteriores na mídia, que normalmente resultaram na adaptação e coexistência das plataformas já existentes em relação à nova mídia. Ele citou o engenheiro chefe dos Correios no século XIX Sir William Priest, que disse que o telefone só tinha sido bem sucedido nos Estados Unidos por causa da falta "da superabundância de mensageiros" e criados que existia no Reino Unido.

Mas longe da popularização do telefone destruindo a indústria de correios britânica, Barnett indicou que, de acordo com um relatório, em 2004 ela valia £14.4bn.Ele disse: "Há uma lição aqui para os políticos: Futurologistas e apologistas da revolução da mídia têm constantemente falhado em reconhecer durante os últimos 100 anos que todo meio novo traz consigo novas oportunidades fantásticas e lúgubres predições do iminente fim da mídia tradicional"

A cada vez, o padrão é exatamente o mesmo – aquelas mídias tradicionais adaptam-se e provocam expectativas por tornar-se tão integrantes de uma parte do novo cenário midiático quanto do antigo."O motivo, a cada vez, é que elas atendem a uma necessidade que nenhuma outra mídia pode atender".

 Explosivo crescimento online

 Guy Phillipson, chefe executivo do Bureau de Publicidade na Internet, apresentou a moção ao notar o declínio da circulação dos jornais impressos e o explosivo crescimento de seu tráfego online e de sua receita.Ele indicou que depois de apenas 10 anos de significativo uso comercial, a Internet ultrapassou a quota de publicidade destinada aos jornais nacionais em 2006 e está em curso de superar a quota da televisão no ano que vem.

Ele disse: "Não estamos dizendo que os jornais vão morrer, e sim que o único modo de eles sobreviverem é abraçar inteiramente o meio online para revigorar a sua marca e aproveitar as vantagens da receita adicional que isso pode gerar"."Qualquer jornal que não abrace o meio online e não estenda suas ofertas à Internet pode ter um futuro muito incerto", disse ele. Ele foi apoiado por Richard Edgar, líder de vídeo para FT.com.

Entre aqueles que endossavam a moção estava um executivo da Reed Business Information que disse: "Quase 50% de nossa receita agora vem do meio online. O dinheiro vai aonde a atenção está e a atenção está se tornando cada vez mais online"."As versões online de nossas revistas têm muito mais audiência do que os produtos impressos. Sigam o dinheiro e verão que o futuro é online".

A moção sofreu uma derrota esmagadora dos participantes do debate que em sua maioria eram figuras proeminentes da mídia.

 

Fonte original : PPA – Periodical Publishers Association/Transcrito do site da ANER

Fonte: Almanaque da Comunicacão

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