Mídia Exterior

São Paulo prorroga contrato dos relógios de rua

JCDecaux comercializa os espaços e gera descontentamento nas demais empresas de mídia exterior.

Deve ser assinada nos próximos dias a prorrogação do contrato para exploração publicitária dos relógios de rua da cidade de São Paulo, vencido em 18 de dezembro. Apesar de a Empresa Municipal de Urbanização (Emurb) ter dito anteriormente que não renovaria a permissão de exploração comercial de nenhuma peça do mobiliário urbano, resolveu abrir uma exceção para os relógios de rua para que eles não sejam desligados, pois a prefeitura não sabe operá-los. A solução já acordada com a Publicrono, responsável pela instalação e manutenção das peças, prevê o aumento de 40% no repasse aos cofres públicos, de R$ 500 para R$ 700 mensais por peça. Além disso, a empresa irá doar para a Prefeitura os cerca de 350 relógios atualmente instalados na cidade, o que será feito durante o ano de 2008.

A JCDecaux, que mantém contrato de exclusividade com a Publicrono para comercialização dos espaços publicitários nos relógios paulistanos, já está oferecendo-os às agências e anunciantes – o que, aliás, tem provocado descontentamento nas demais empresas de mídia exterior, especialmente as que operavam outras peças do mobiliário, como pontos de ônibus, que tiveram tratamento diferente por parte da prefeitura. Segundo a Emurb, os outros contratos não foram renovados porque o poder público tem condições de conservar as demais instalações – embora não seja bem isso que se veja pelas ruas. A esperada licitação pela exploração do mobiliário urbano de São Paulo deve ficar para o ano que vem, já que em 2008 há eleições municipais e uma das principais bandeiras da campanha à reeleição de Gilberto Kassab é justamente a aprovação popular à Lei Cidade Limpa.

Fonte: http://www.meioemensagem.com.br – Alexandre Zaghi Lemos e Fábio Suzuki